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FENG SHIU INTERIOR


A bagunça é inimiga da prosperidade. ...Ninguém está livre da desorganização.
A bagunça forma-se sem que se perceba e nem sempre é visível.
A sala parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários para ver que estão cheios de inutilidades.
De acordo com o Feng Shui Interior - bagunça provoca cansaço e imobilidade, faz as pessoas viverem no passado, engorda, confunde, deprime, tira o foco de coisas importantes, atrasa a vida e atrapalha
relacionamentos.
Para evitar tudo isso fique atento às OITO REGRAS PARA DOMAR A BAGUNÇA
1. Jogue fora o jornal de anteontem.
2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha.
3. Tenha latas de lixo espalhadas nos ambientes. Use-as e limpe-as diariamente.
4. Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário e fique só com a que utiliza mesmo.
5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.
6. Todo dia 30, faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas: lixo, consertos, reciclagem, emdúvida, presentes, doação e FAÇA.
7. Organize no seu ritmo.. Comece por gavetas e armários e depois escolha um cômodo, passe para o outro e observe as mudanças acontecendo na sua vida.
8. Divulgue essas dicas para o maior número de pessoas possível e mentalizeque, quando todos colocarem essas regras em prática, o mundo será mais belo e feliz. - Vamos tentar melhorar nossa energia pessoal. - Atitudes erradas jogam energia pessoal no lixo. - Posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter fontes d'água para acalmar o ambiente são medidas que se tornarão ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar da própria energia. - O ambiente faz a pessoa, e vice-versa. A perda de energia pessoal pode ser manifestada de várias formas, tais como: - a falha de memória (o famoso "branco"); - o cansaço físico, o sono deixa se ser reparador; - a ocorrência de doenças degenerativas e psicossomáticas.
Por falta de energia, o crescimento pessoal, a prosperidade e a satisfação diminuem, os talentos não se manifestam, o magnetismo pessoal desaparece, o medo constante de que o outro o rejudique aumentam bem como a competição, o individualismo e a agressividade. - Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas energias. - Conheça cada dessas ações para evitar a "crise energética pessoal".
1. Maus hábitos - falta de cuidado com o corpo Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
2. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. - Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à ualidade deles. – Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.
1. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas, nutridos durante anos seguidos. Não é toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gastar na manutenção de sentimentos negativos.
2. Medo e culpa, também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.
3. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. - O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: "bons tempos aqueles!", costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto a queles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. - Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade, e realizaçoes deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.
Falta de perdão, Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos menos bagagem interior carregamos gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Quem não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica "energeticamente obeso", carregando fardos assados.
Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade.
6. Mentira pessoal- Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual.
Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
7. Viver a vida do outro- Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.
8. Bagunça e projetos inacabados- A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários,gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo.
A medida, em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe "diz"inconscienteme nte: "você não me terminou! Você não me terminou!" Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho.O importante é tomar uma atitude.O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da determinação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.
9. Afastamento da natureza- A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais. Autor: desconhecudo. 18/12/07.

BOPE – POLÍCIA MILITAR


Dois milionários estavam passeando pelo deserto, quando um deles caiu do camelo porque o animal tropeçou em alguma coisa. Eles então, foram ver a pedra", e começou a cavar em volta dela, achando assim um monumento enterrado.
Como os dois eram ricos, compráram aquela parte do deserto e ntrataram uma empresa para cavar a fim de descobrirem o que era. Após algumas semanas de escavação, descobriram que era uma pirâmide.
Ficaram discutindo quem deviam chamar, e optaram pelos Americanos, afinal, eles tinham muita tecnologia e estudos avançados.
Os americanos vieram com jeeps, helicópteros, computadores, especialistas... Entraram na pirâmide e saíram de lá após 2 anos. - E então? O que vocês descobriram? Perguntaram os milionários. - A pirâmide foi construída entre 1.500 e 2.000 AC. - Só isso? Bando de ianques estúpidos! Dois anos para descobrir só isso?
- Os hieróglifos são diferentes de tudo o que já vimos! - Sumam daqui seus idiotas! Chamaram então os alemães. Que também vieram com toda a equipe e parafernálias e se enfiaram na pirâmide por 2 anos.
Quando saíram, os milionários perguntaram: - E então? O que descobriram? - A pirâmide foi construída aproximadamente 2.000 A. - Alemães imbecis! Só servem para beber cerveja? Sumam daqui!
- Mas a escrita é muito complicada! - Caiam fora, seus idiotas! Ficaram então os dois na duvida. Quem deviam chamar? Até que um funcionário falou para chamarem a polícia brasileira. Os policiais tinham treinamento em investigação e poderiam descobrir alguma coisa. Como não custava nada tentar, os dois chamaram alguns PMs do BOPE, do Rio, comandados pelo Capitão Nascimento. Eles entraram na pirâmide e após 5 horas retornaram com um papel. - Mas já saíram? - Perguntaram os dois milionários. - Sim, já terminamos a investigação. A pirâmide foi construída entre 12 de Fevereiro de 1857 e 22 de Julho de 1858 AC , conforme as ordens do faraó Anekhetop IV, e seu arquitecto Tutmosis, o Jovem. No dia da inauguração choveu e houve um eclipse parcial da lua à noite.
Participaram da construção da pirâmide 2.118 escravos qualificados que tentaram uma revolta pelas precárias condições do trabalho, mas foi sufocada em 5 de Setembro pelos soldados do faraó, com um resultado de 42 mortos. Aí dentro tem 2 milhões de reais pelos artefatos de ouro, 5 milhões pelos diamantes e o custo da obra totaliza 23 milhões, já inclusos os artefatos.... E os policiais continuaram por mais meia hora com o blá, blá, blá...
Até que um dos milionários falou: - Esperem, esperem! Como conseguiram descobrir isso em apenas 5 horas?!
- Cara, foi difícil! Mas no final a múmia acabou abrindo o bico... Autoria: desconhecida. 18/12/07.


SOU MAIS BRASIL


Estava para escrever esta coluna há alguns dias, quando aconteceu o trágico acidente em New York. Não pretendo ampliar muito o texto sobre isso, mas e se isso tivesse ocorrido no Brasil? Muitos diriam "tinha que ser no Brasil", "só podia ser aqui" e mais algumas frases impatrióticas como se todo tipo de desgraça só acontecesse aqui. - Falo e repito que nós vivemos em um país abençoado e que nossos problemas são perfeitamente solucionáveis. Não temos vulcões como na Itália, terremotos como no México, vendavais e tufões, como nos Estados Unidos, terrorismo como no Oriente Médio (e agora também nos EUA), frio como no Canadá, calor como na Arábia Saudita. Nossos grupos separatistas são calmos e não atacam como o ETA ou o IRA. - Claro que um de nossos maiores problemas é a cúpula de dirigentes nos três poderes de governo. A corrupção que assolou o país do Oiapoque ao Chuí freou nossa economia e desenvolvimento. - Mas é importante lembrar
Que os níveis de corrupção ainda são menores que os da Argentina, México, Índia e Rússia, além de que esses números estão mudando e os responsáveis sendo punidos - nós tiramos um Presidente da República de seu posto e podemos fazer muito mais. - Em primeiro lugar, é necessário que a nação brasileira tenha mais fé em sua terra natal - levante nossa bandeira verde-amarela e grite com patriotismo: sou mais Brasil! E isso não é só quando ganhamos no futebol, mas em qualquer circunstância. - Ser mais Brasil é olhar não só para a seleção canarinho, mas também para o tênis, natação, iatismo, judô, vôlei, hipismo e atletismo e ver que temos potenciais esportistas não só no futebol. Além do idolatrado (pelo mundo todo) Ayrton Senna, sempre soubemos fazer pilotos de automobilismo como ninguém. Sou mais Brasil em turismo e nessa matéria somos campeões.
Podemos não ter a infra-estrutura dos mega parques dos Estados Unidos, mas temos beleza natural à vontade. Nossas praias são consideradas das mais bonitas do mundo e quando se está defronte a Jericoaquara (CE), Itacaré (BA) ou Cachadaço (Ilha Grande-RJ) se percebe a razão disso. Temos um complexo de cataratas (do Iguaçu) que "dá banho" em Niagara Falls na divisa do Canadá com Estados Unidos. - Não preciso dizer então da nossa biodiversidade e da maior floresta do mundo, sendo abraçada pelo maior complexo hídrico do planeta. - Se você quer neve, vá para são Joaquim, quer sol, vá para Maceió. - Quer mergulhar, vá para Fernando de Noronha, quer voar, vá para a tão linda cidade do Rio de Janeiro. - E sou mais Brasil quando o assunto é o povo. - Diga-me em que lugar se acha povo tão forte, alegre, festeiro, hospitaleiro e criativo? - E é também corajoso: o Brasil é o país mais empreendedor do mundo. - A frieza dos povos europeus e asiáticos e a antipatia dos norte-americanos não são encontradas aqui nem por aproximação. - E há pouco falei de festa: o Brasil faz a maior festa tradicional da Terra - o Carnaval. - Sou mais Brasil quando falamos de desenvolvimento. - As empresas brasileiras detêm 6.890 certificados ISO 9000 enquanto o México tem 300 e a Argentina tem 265. Em matéria de Internet, temos 446.444 hosts - quase o dobro do que a Argentina, Colômbia, Chile, Uruguai, Venezuela, Peru, Costa Rica, Equador juntos! Só a cidade de são Paulo tem mais usuários da Internet do que o continente africano inteiro. - O "garfo" também é brasileiro. - Quem não se delicia com a cozinha típica mineira, a apimentada cozinha baiana e o suculento churrasco gaúcho? - Até a nossa pizza é melhor que a original italiana. - São Paulo é considerado o maior pólo gastronômico da América Latina e segundo maior do mundo.- E eu sou mais Brasil cantando, dançando e criando. - Nossos publicitários ganham quase todos os prêmios internacionais em criatividade, nosso cinema vem ganhando prospecção no exterior cada vez maior. - Grupos nacionais de diferentes estilos - do axé ao heavy metal - fazem sucesso na Europa, Japão e América latina. - E o que é pouco divulgado: nós temos o melhor bailarino do mundo- Thiago Soares - comparando-se a Mikhail Baryshnikov.
E se "eles" têm o melhor cinema, nós temos as melhores novelas. - Pode parecer alfinetada, mas sou mais Brasil nas eleições... 100 milhões de votos apurados honestamente em 24 horas. - Quanto tempo levou mesmo nos Estados Unidos? - É claro que deixei muita, mas muita coisa, de lado, pois meu espaço aqui é pequeno para a imensidão do Brasil.
Para quem concorda, vale a pena assistir o programa Via Brasil, na Globo News (Net) e ver como o Brasil é cheio de soluções e fatores de orgulho. - Nós temos muito que aprender e melhorar nesse país, mas com toda a certeza e patriotismo, temos muito a nos vangloriar de nossa Pátria Amada e Idolatrada. - Por tudo isso e por muito mais, SOU MAIS BRASIL! (Arnaldo Jabor). 20/12/07.

 

DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA


RGPS: Déficit da Previdência cai 15,4% em novembro. - Resultado é conseqüência do crescimento econômico e de gestão. - Da Redação (Brasília) – A necessidade de financiamento do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) caiu 15,4% em novembro deste ano em comparação com o mesmo mês do ano passado. A arrecadação líquida do mês ficou em R$ 11, 763 bilhões, o que significa crescimento de 7,8% em relação a novembro de 2006. Já as despesas totalizaram R$ 14, 324 bilhões, um aumento de 2,8%, de acordo com os dados divulgados hoje (18) pelo secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer.- “Do ponto de vista da arrecadação, o quadro se mostra bastante favorável”, comentou. O volume de receitas de novembro, segundo ele, “é um resultado histórico”, e decorre da continuidade do crescimento do emprego no país e da melhor gestão na cobrança das contribuições. O secretário ressaltou que a transferência da arrecadação previdenciária para a Receita Federal do Brasil trouxe ganhos de eficiência no recolhimento das contribuições, porque a Receita Federal pode cruzar dados de recolhimento de diversos tributos. - Helmut Schwarzer ressaltou que os números de novembro mostram que as despesas continuam crescendo menos do que as receitas. Em relação a outubro, houve queda de 1%. Ele explicou que diversas medidas de gestão, adotadas pelo Ministério da Previdência Social, estão ajudando a controlar o crescimento das despesas. Os gastos com auxílio-doença, por exemplo, caíram 8,8% em relação a novembro do ano passado, provavelmente por causa das ações de aperfeiçoamento da gestão das perícias médicas e da convocação de beneficiários para realização de novas perícias. - Acumulado no ano – A necessidade de financiamento da Previdência Social também caiu de janeiro a novembro deste ano e fico 1,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No período, as despesas superaram as receitas em R$ 41, 713 bilhões, resultado de arrecadação líquida de R$ 122, 690 bilhões e despesas de R$ 164,404 bilhões. - A arrecadação líquida cresceu 9,2% no período, enquanto as despesas aumentaram 6,3%. Schwarzer ressaltou que as perspectivas são de manutenção do crescimento econômico e do emprego nos próximos anos, com repercussão positiva nas contas da Previdência Social. Neste ano, explicou ele, se não houvesse a antecipação de pagamento de parte dos pagamentos de janeiro para dezembro, provavelmente o déficit acumulado de 2007 seria menor do que o de 2006. Devido à antecipação de R$ 2,9 bilhões em pagamentos de benefícios, para 8,5 milhões de segurados que ganham até R$ 380, a necessidade de financiamento do ano deve ficar em torno de R$ 47 bilhões. ACS/MPS: (61) 3317-5009/5039/5113. Autyor: desconhecido. 20/12/07.



REVOLTADO OU CRIATIVO?


De Waldemar Setzer, professor aposentando da USP Ha algum tempo recebi um convite de um colega para servir de arbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a nao ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido.
Chegando a sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: "Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro." A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro ate a calcada e em seguida levante, medindo o comprimento dacorda; este comprimento será igual a altura do edifício." Sem duvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto.
Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. - Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de Física, mas a resposta não confirmava isso. - Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. - Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio.
Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder a questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de Física. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala.
Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse.- No momento seguinte ele escreveu esta resposta: "Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada ate o toque com o solo. Depois, empregando a formula h = (1/2)gt^2 , calcule a altura do edifício." Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima
a prova. - Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo. - Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, nao resisti a curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas. "Ah!, sim," - disse ele - "ha muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro." Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações."Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício". Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício. "Um outro método básico de medida, alias bastante simples e direto, e subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. - Contando o numero de marcas ter-se a altura do edifício em unidades barométricas".- Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balança-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g's, e a altura do edifício pode, a principio, ser calculada com base nessa diferença. "Finalmente", - concluiu, - "se não for cobrada uma solução Física para o problema, existem outras respostas! - Por exemplo, pode-se ir ate o edifício e bater a porta do sindico. - Quando ele aparecer; diz-se: "Caro Sr. sindico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente." - A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta 'esperada' para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa. - "Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornara assim uma maquina utilizável e não uma personalidade. - E necessário que adquira um sentimento, um senso pratico daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que e moralmente correto" (Albert Einstein)
Autor: Waldemar Setzer. 20/12/07.

AO SE COMPLETAREM OS DIAS


Percival Puggina - Zero Hora, 23 de dezembro de 2007
O Natal de Jesus nos coloca perante dois mistérios: o mistério do Verbo que se fez carne e o mistério da vida humana. “No princípio era o Verbo e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus”, ensina João no início de seu evangelho. E, mais adiante, proclama: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. É Lucas, no entanto, quem esclarece através de belíssimo hino de louvor a Maria, a forma como isso se deu. Percebe-se ali que o “Sim” de Maria desencadeia um processo divino e humano. De um lado, a gravidez normal, até “se completarem os dias em que devia dar à luz”; de outro, a gravidez da Salvação, da qual a humanidade toda se faz ventre e herdeira.
A narrativa de Lucas informa que Maria, logo após a Anunciação, “pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá” (Lc 1,39), onde morava Isabel, para verificar aquela inusitada e também misteriosa gravidez da prima idosa e estéril. Portanto, quando ambas se encontram, a saudação da prima – “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre”, seguida de “Donde me vem esta honra de ter comigo a mãe do meu Senhor?” (Lc 1, 42-43) – se faz perante uma jovem grávida há poucos dias.
A festa do Natal celebra o nascimento daquele minúsculo ser, daquele divino embrião, diante do qual Isabel reconheceu o Salvador, proclamando a oração que se repete através dos séculos. Verdadeiro Deus, Ele poderia ter vindo ao mundo de qualquer jeito; poderia ter evitado o parto, os desconfortos das fraldas e os mal-estares do crescimento. Mas, verdadeiro homem, preferiu cumprir todas as etapas da vida humana.
Por mais que alguns cérebros se fechem à ciência, aos fatos e ao espírito, por mais que alguns obstetras legislativos atentem contra úteros grávidos, é humana a vida na qual pretendem espetar suas agulhas de tricô jurídicas. O fruto do ventre de Maria, reconhecido e louvado por Isabel, não era um aglomerado de células. Era o mesmo Jesus cujo nascimento festejarémos depois de amanhã.
Quem aprende com a eternidade aprende para a eternidade. Aprende lições que o tempo não desgasta nem consóme, lições para a felicidade e para o bem. Por isso, a maior e melhor novidade do ano que se avizinha será sempre a Boa Nova, que infatigavelmente põe em marcha a História da Salvação. Ela inclui o Presépio, mas vai muito além dele porque o Menino Jesus é o mesmo Jesus do Sermão da Montanha, da cruz e da Ressurreição! Assim como a festa do nosso aniversário nos remete quase inevitavelmente a uma reflexão sobre a nossa vida, e não sobre nosso parto ou o berçário onde fomos acolhidos, o Natal deveria erguer nosso pensamento aos horizontes mais amplos e generosos da vida e da vida eterna. Feliz Natal! - E um prospero ano novo. São nossos os complementos. Geraldo Porci de Araújo. 23/12/07.

 

SENADORA EX-COMUNISTA CONVERTE-SE AO CRISTIANISMO

Mercedes Aroz anunciou sua conversão ao cristianismo e o abandono de sua cadeira, por incompatibilidade com a atual política de seu partido (Zenit.org).
Mercedes Aroz anunciou sua conversão ao cristianismo e o abandono de sua cadeira, por incompatibilidade com a atual política de seu partido (Zenit.org).
A senadora mais votada na história da Câmara alta espanhola, em representação dos socialistas catalães por Barcelona, ainda que seguirá como militante de base, segundo informou o jornal «La Vanguardia» em 30 de novembro passado, difundindo uma nota da agência Europa Press. Mercedes Aroz, com mais de um milhão e meio de votos, ostenta o recorde absoluto para representar os cidadãos na câmara alta. A ex-senadora foi marxista ortodoxa durante décadas, afiliou-se ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em 1976, e provinha de uma formação de ultra-esquerda, a Liga Comunista Revolucionária.
No Partido Socialista da Catalunha (PSC), fez parte da direção política durante 18 anos e do Comitê ederal do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Agora anunciou que deixa a cadeira e que a razão é sua conversão ao cristianismo, um processo que levou vários anos. Mercedes que como cristão sua postura se choca com as leis do Governo, "Meu atual compromisso cristão me levou a discrepar com determinadas leis do Governo que chocam frontalmente com a ética cristã, como a regulação dada à união homossexual ou a pesquisa com embriões, e que em consciência não pude apoiar. Em conseqüência, impunha-se a decisão que tomei", afirma em seu comunicado. Já em junho de 2005, Mercedes Aroz anunciou sua oposição à lei socialista do matrimônio homossexual, como publicou em seu momento "Fórum Libertas", quando se debateu no Senado.
Os senadores socialistas Mercedes Aroz e Francisco Vázquez – ex-prefeito de La Coruña, hoje embaixador ante a Santa Sé e católico praticante – se ausentaram durante a votação no Senado e ambos falaram contra a lei. Segundo informa «Fórum Libertas», os senadores do Partido Popular (126), quatro de Convergência e União e um regionalista aragonês, votaram contra a citada lei; só 119 parlamentares apoiaram o texto. Portanto, o Senado vetou o matrimônio homossexual. Mas o peculiar sistema bicameral espanhol indica «Fórum Libertas» permitiu que o Congresso dos Deputados, com maioria socialista, ignorasse o veto dos senadores, e assim se aprovou uma lei criticada pelo Conselho de Estado (ditame 2628/2004), a Real Academia de Legislação e Jurisprudência, o Conselho Geral do Poder Judicial, 700.000 assinaturas avaliadas pela Junta Eleitoral Central e uma manifestação 700.000 pessoas em Madri.
Mercedes Aroz disse em declarações ao Europa Press: "Eu quis tornar pública minha conversão para sublinhar a convicção da Igreja Católica de que o cristianismo tem muito a dizer aos homens e mulheres de nosso tempo, porque há algo mais que a razão e a ciência. Através da fé cristã, chega-se a compreender plenamente a própria identidade como ser humano e o sentido da vida". Segundo informam os citados meios, já faz uns anos que Mercedes Aroz estava se aproximando à fé cristã, segundo testemunhas muito próximas em sua própria família. Com a chegada do atual presidente ao poder, José Luis Rodriguez Zapatero, a senadora Aroz fez esforços por estender pontes entre a Igreja e a linha inicial de governo «zapaterista», marcada por leis como a citada.
Ela escreveu cartas ao primeiro-ministro, com sugestões e propostas de cooperação com a Igreja. Quase esgotada a legislatura, ante a aprovação de leis incompatíveis com sua nova visão cristã, Mercedes Aroz decidiu anunciar o que é o resultado de um longo itinerário de maturidade da fé. Tags: Cristianismo senadora espanhola Conversão Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=246922. 23/12/07.

 

ESSE NÃO É INIMIGO, MAS COMPANHEIRO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o presidente boliviano Evo Morales, "não é adversário nem inimigo, mas companheiro", num encontro nesta segunda-feira no palácio do governo, em La Paz (BBC Brasil).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o presidente boliviano Evo Morales, "não é adversário nem inimigo, mas companheiro" , num encontro nesta segunda-feira no palácio do governo, em La Paz (BBC Brasil). Denize Bacoccina O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o presidente boliviano Evo Morales, "não é adversário nem inimigo, mas companheiro" , num encontro nesta segunda-feira no palácio do governo, em La Paz. Lula disse que algumas pessoas queriam que eles brigassem, mas que isso não vai acontecer. "Não viramos adversários e muito menos inimigos. Viramos companheiros" , afirmou Lula, que também anunciou novos investimentos da Petrobras no país.
"Aos que pregaram o distanciamento e esfriamento em nossas relações respondemos com uma agenda renovada. Aos que defenderam o enfrentamento respondemos com cooperação. Estou certo de que Bolívia e Brasil serão parceiros num objetivo mais amplo da integração sul-americana", afirmou o presidente.
O apoio político do presidente Lula acontece num momento de forte divisão na Bolívia, com as províncias do leste e sul do país rejeitando a reforma constitucional apoiada por Morales e reivindicando maior autonomia regional.
Duas manifestações no fim de semana, de apoio à constituinte de Morales em La Paz, e a decretação formal da autonomia em quatro províncias no leste, mostram que o país está dividido, embora sem confronto entre as duas parcelas da população. O presidente também recomendou que Morales tivesse paciência para superar o momento de tensão política. "Evo, nestes momentos de conturbações políticas que eu vivi muito tempo no Brasil, se eu pudesse te dar um conselho, sem me intrometer na política da Bolívia: paciência, paciência e paciência. Porque certamente o povo boliviano na sua grandeza saberá ditar os rumos que vão consolidar a democracia no nosso continente", afirmou Lula. Na Bolívia, a própria visita do presidente Lula é vista como um apoio à política de nacionalização de hidrocarbonetos, que reduziu o lucro das empresas estrangeiras no país e paralisou os investimentos por mais de um ano.
Um painel decorando o saguão do palácio, onde aconteceu a cerimônia, tinha como slogan: a nacionalização traz mais investimentos ."Vim para reafirmar a disposição do Brasil para que a Bolívia encontre o caminho da estabilidade e do desenvolvimento econômico e social. Diferenças de opiniões e de visões são próprias da democracia. Estamos conseguindo acomodar nossas diferenças e vamos iniciar uma nova etapa nas relações", afirmou o presidente. O presidente Evo Morales disse que o país precisa dos investimentos brasileiros. "Espero que este encontro tenha servido para acabar com as desconfianças. Precisamos de vocês. Ambos nos necessitamos para atender às demandas de nossos povos", afirmou Morales. Lula disse ainda que para concretizar a integração na América do Sul é preciso que os países mais ricos apóiem os mais pobres. "Os países mais ricos e maiores precisam resolver o problema da assimetria. Não interessa uma nação rica cercada de pobres por todos os lados", afirmou ele, citando Brasil, Argentina e Venezuela como países que têm responsabilidades para com os vizinhos.
O presidente Lula citou a União Européia como exemplo de região que soube distribuir a riqueza e os Estados Unidos como exemplo negativo em relação à América Central. Os dois trataram também, sem citar nomes, das hidrelétricas que serão construídas no rio Madeira, que já tiveram oposição do governo boliviano e hoje são criticada principalmente por ambientalistas bolivianos, temerosos do impacto do outro lado da fronteira. "É importante respeitar o meio ambiente, mas também é muito importante atender às demandas energéticas. Se não há energia, se não há água, se não há investimento, qualquer região, qualquer país, seguirá atrasado em seu desenvolvimento", disse Morales. Lula afirmou que o Brasil está disposto "a cooperar no desenvolvimento do potencial hidrelétrico da Bolívia". O governo tem planos para construir também uma usina binacional, na fronteira dos dois países no rio Mamoré, em local próximo às usinas brasileiras. Depois de uma prolongada discussão que durou até o encontro dos dois presidentes, nesta segunda-feira, o governo brasileiro anunciou a retomada dos investimentos da Petrobras na Bolívia. O comunicado oficial fala num montante entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão, mas o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que por enquanto está acertado apenas um investimento de US$ 260 milhões no aumento da produção dos campos de gás de San Antonio e San Alberto. O restante, disse ele, vai depender das primeiras explorações e da necessidade e viabilidade de novos investimentos. Ficou acertada também a possibilidade de criação de uma empresa conjunta entre a Petrobras e a estatal boliviana YPFB para exploração de novos campos de gás, além da cooperação da Petrobras para o treinamento de técnicos bolivianos. Outro acordo é para a realização de estudos para a criação de um pólo gás-químico, com investimento da brasileira Brasken, para a produção de plásticos.
Morales disse que estava satisfeito pelo "desbloqueio dos investimentos" e que as as mudanças nas regras do setor de hidrocarbonetos, nunca tiveram a intenção de expulsar empresas. "Mas como dizemos: queremos sócios, não donos", afirmou. "Qualquer investidor tem direito não só a recuperar seus investimentos mas também o seu lucro. Isso sempre vamos respeitar em qualquer empresa", disse o presidente boliviano. BBC Brasil. 23/12/07.

 

CUBANOS A BORDO DE UMA BALSA

Balseiros cubanos transformam um caminhão em barco e chegam aos EUA depois de 15 horas de travessia (El Universal).
Balseiros cubanos transformam um caminhão em barco emchegam aos EUA depois de 15 horas de travessia (El Universal). Los balseros han hecho uso del ingenio para fabricar las embarcaciones que los llevan de Cuba a stados Unidos. ste camión balsa data de 2003 (Reuters) 13 hombres arribaron a EEUU después de 15 horas de travesía por el Caribe Frank López Ballesteros EL UNIVERSAL Cuando llegó a la adolescencia, Yorgen García descubrió el verdadero sentido de la revolución cubana. A los 14 años fue enviado a Pinar del Río a realizar entrenamientos "juveniles" para adiestrarlo ante una posible invasión estadounidense en las postrimerías de la Guerra Fría. Recuerda que le dijo a su madre que no deseaba ir hasta allá porque "quería jugar pelota con sus amigos" y salir a bailar. Por las venas de Yorgen nunca corrieron los ideales revolucionarios de Fidel Castro. Cuenta que cuando conoció "de lejos" al comandante - tras una visita a un colegio de La Habana - un temblor sacudió su cuerpo y su mirada se centró en él, mientras la repulsión lo envolvió.
Su familia era privilegiada dentro del círculo político cubano: su padre fue un alto funcionario del régimen; su madre construyó una posada para extranjeros y la familia paterna había logrado exiliarse desde 1964 en Estados Unidos. La historia de Yorgen, su padre y varias familias amigas dio un giro radical el pasado 24 de noviembre cuando decidieron echar su vida "a la suerte y a Dios" y tomar una balsa para llegar a las costa estadounidenses. "Había que hacerlo; no sabes lo felices que estamos ahora. ¡Cómo reímos cuando llegamos! Tocamos la arena, no las echábamos encima, respiramos, volvimos de nuevo a la vida. ¡Ya sabemos qué sintió Colón...", cuenta desde Miami con voz trémula y lleno de incredulidad. Para Yorgen y los suyos no había audacia que se convirtiera en terror y no presintiese la proximidad del fin si se hubieran quedado un día más en Cuba.
En 1998 se convirtió en uno de los 11.200 cubanos que, junto a su esposa, se atrevieron a firmar el Proyecto Varela, la iniciativa promovida por el líder opositor Oswaldo Payá Sardiñas para exigir reformas en el sistema político de la isla. Por tal osadía fue despedido de su trabajo como barman en un hotel de lujo de La Habana y fue desterrado a los viejos oficios mal pagados del sistema: "Por un mes de trabajo querían darme cuatro dólares".Desde que fue despedido, apenas sobrevivía con la ayuda de sus padres, algunos dólares que de vez en cuando le llegaban desde Miami y las propinas que los turistas le dejaban al final de la noche tras servirles de guía por la jungla de concreto derruido que es La Habana. Se inscribió en el programa de refugiados que EEUU mantiene para los cubanos, pero la ola humana que busca salir del país no le daba mucha esperanza.
Ante el desespero por la falta de trabajo y su rebeldía innata a aceptar el castrismo decidió con sus amigos buscar la forma de abandonar la isla. "El problema es que entre nosotros nos teníamos miedo porque no se sabía quién podía ir de soplón a la seguridad del Estado y acusarnos de contrarrevolucionarios y gusanos": la vieja estigmatización que por años aplicó Fidel a quienes traicionaban los ideales del sistema. A principios de noviembre recibió una boleta de citación de la policía para que se presentara en el cuartel el 28 de noviembre. "Me iban a aplicar la ley del peligro: tres años de prisión sin libertad porque no trabajo y por ello me consideran una escoria para el sistema", Desde julio de este año los pensamientos de Yorgen giraban en torno a una balsa, un motor, una bidón de agua y un par de zapatos: "Todas las noches le daba vuelta a la idea, pero no podía decir nada, estaba ahogado". Entre reuniones secretas y frases clave para no develar lo que estaba haciéndose común entro un grupo de amigos, finalmente el 20 de noviembre Yorgen recibió la noticia que por años esperaba oír. "El 24 sale un bote. Ocho de la noche. El punto lo decimos luego, si no te vienes, te friegas. Reza que todo salga bien. Será ahora o nunca, luego te digo", le contó tembloroso un vecino a quien conocía desde hace 15 años. "Nunca imaginé que él estaba preparando algo " agrega. Turbadas por la noticia, su esposa y su hija lo abrazan: "Hazlo, hazlo ya, no importa, pero tienes que hacerlo", le dice su familia con ojos sollozos. Decidido a tomar el riesgo, Yorgen se reúne con el grupo de 11 personas que planeaban salir de Cuba con la balsa. El requisito eran 2.000 dólares para completar la construcción y la prudencia ante lo que se venía. De 62 años de edad, su padre era testigo de las glorias y la decadencia de la Revolución Cubana y como el sistema se había corrompido con el exceso de poder y las injusticias. La ingeniería de los balseros Con once botes construidos por sus propias manos y en el ostracismo, con su título de ingeniero naval, Rigoberto Méndez López conocía el entramado mundo de los balseros cubanos. Había dedicado parte de sus 54 años a vender naves para quienes decidían echarse al mar.
"Al final se hartó e hizo la suya propia", asegura Yorgen. Los dos motores los consiguieron de contrabando en la Marina Hemingway de Cuba. "Si nos pillaba la guardia nos daban 10 años de cárcel en la prisión de Villa Marista". Ya desde julio el grupo estaba reuniendo las piezas necesarias para construir la embarcación: madera, gomaespuma, clavos, hierro y lomas de plástico negro. Durante ese tiempo ocultaron el armazón en una casa de La Habana pagando para que no los delataran."Eso era lo más difícil, pagar para que no nos echaran a la policía, si eso funcionaba, nada iba a salir mal. El mayor problema es la envidia entre los cubanos que creen en el sistema pero quieren salir como sea", agrega. Una semana antes de la partida todos se reunieron en una casa para "imaginar" lo que harían si fracasaban."Todos éramos familia. El nieto con su abuelo. El padre con su hijo, el tío con el sobrino y los hermanos con los hermanos, eso era lo más reconfortante por lo que nos sentimos confiados y nos pensamos en la muerte". La noche del 24 de noviembre, a las 5:45 de la tarde un camión pasó por ellos. Recogió la embarcación y los cubrió con una lona negra. Quien conducía - dice Yorgen - "rezaba tanto que nos tenía nervioso". A las 8:12 de la noche llegaron a Santa Cruz del Norte. Con dos motores Suzuki de 30 caballos de fuerza, un GPS y una fuerte marejada "el camión lo metimos marcha atrás y el bote cayó al agua".
En ese instante, a sus 65 años, Rolando Ocampo Gómez tuvo que demostrar lo que su oficio de patrón de barco le había dejado tras conducir los yates de los millonarios que arribaban a los puertos cubanos antes del triunfo de la Revolución. Con trece hombres a bordo, el menor de ellos de apenas 20 años de edad, dos bidones de agua, bolsas con papeles y fotos, el reloj marcó las 8:45 pm.Esa noche los servicios de guardacostas de Cuba y Estados Unidos decidieron suspender las labores de inspección por el mal tiempo en la zona. Relata este cubano que en ese momento se unió "una baja tropical con una hondonada y ya no había tiempo de echar para atrás, estaba todo en tinieblas, oscuro era poco, pero salimos". La travesía desde Cuba hasta cayo Marquesa, una isla desierta estadounidense en cayo Hueso, estaba prevista para ocho horas. Duró quince. Con una fuerte marejada y olas de hasta seis metros, el 25 de noviembre a las 11:25 am, las 135 millas recorridas llevaron a los trece balseros cubanos a pisar tierra. "Allí nadie comió. Los papeles los tuvimos que echar al mar, los bidones de agua, ¡todo! Porque las olas eran enormes. El más joven comenzó a llorar, se calmó, se echó a reír y luego hubo mucho silencio, creo que eso era felicidad porque estábamos todos bien". Dice Yorgen con emoción que en ese instante "besamos el bote, gritábamos, nos agarramos de las manos, ¡eso fue grande mi hermano! Los guardacostas llegaron a las 4:45 de la tarde y nos llevaron a Miami". A través de la Ley de Ajuste Cubano, sancionada en 1966 , los trece hombres recibirán el estatus de inmigrantes legales en Estados Unidos. Trabajarán por un año en servicios sociales para optar por la residencia y reclamar a sus familiares. La esposa de Yorgen, su hija y su madre permanecerán en Cuba hasta el próximo año. Asegura que ya no siente miedo: "Lo mejor es que somos libres, y los que éramos amigos, ahora seremos familias".frlopez@eluniversal.
Com http://www.eluniversal.com/2007/12/16/int_art_el-sueno-cubano-a-bo_640109.shtml. 23/12/07.